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terça-feira, 13 de setembro de 2011

Juventude marginal e expectativa do futuro na periferia

    A criminalidade é um dos pontos que vem nos preocupando muito, pois jovens de todas as classes sócias vem se envolvendo no mundo das drogas ou mesmos do crime, nos índices de jovens que cometem crimes ou se envolvem com drogas, e o mais triste é que essa é uma entrada sem saída, a maior parte são da periferia, por que muitas vezes seguem de exemplo ou mesmo ficam influenciados no meio em que vivem.
   As expectativas de um futuro na periferia se tornam as vezes algo inacreditável pois os jovens das periferias não possuem acesso a educação de qualidade, também sofrem muita discriminação pelo fato de morar em periferias as pessoas pensam que são bandidos, e não os aceitam em seu mundo, e na maioria das vezes param de estudar para trabalhar procurando assim o seu sustento e uma vida melhorada.
  Um futuro melhor pode ser implantado nas periferias melhorando em primeiro lugar a educação e fazendo essas pessoas da favela se envolver em projetos que possam melhorar as suas vidas como por exemplo , investir na segurança nessas área periféricas para que essas pessoas venham a ter uma maior expectativa de vida, todo ser humano tem direito a moradia, essa situação que acontece em grande parte do Brasil essa desigualdade social , é uma grande falta de respeito com essas pessoas.

Posição "Marginal" Ou "Periféria" Com Relação Aos Paradigmas Éticos & Estéticos da Sociedade Burguesa

   É comum vermos pessoas do subúrbio e regiões periféricas, sendo destratadas pelo pessoal dos “Bairros Nobres”, principalmente, em grandes cidades que são divididas por zonas. Existe muita diferença, não só a quantidade de dinheiro e bens materiais, mas o dialeto, a forma que são vistos pelo mundo, a sociedade em geral... Eles seguem levando a vida entre o preconceito e o orgulho de morarem neste lugar, não pelas dificuldades, mas sim por saberem que aquilo foi construído por eles, onde está a verdadeira cultura baiana. “Ser suburbano é ter o time da rua, ser amigo de todos, pegar açúcar com o vizinho, falar sem se importar com os números da conta bancária do indivíduo”. Conta Joseane Ribeiro, moradora do bairro de Valéria, no subúrbio da capital baiana.
   As pessoas que vivem nos bairros “mais” afastados do centro, são submetidas a uma péssima educação nas escolas, são destratadas, vistas como bandidas, sem bom gosto, alvos de piadas em teatros, enfim... Uma série de fatos que não passa na cabeça da maioria dos burgueses que moram em Salvador ou em qualquer outra cidade. “Aqui tem muito haver com a fé, pode ser abandonado pelos órgão públicos, porém é mais festeiro e amigável que muitos bairros nobres” Cássia Santos, moradora do bairro de Paripe.
   Em qualquer lugar, tiramos conclusões precipitadas das pessoas, principalmente, quando essas pessoas têm a pele negra. Desviamos quando andamos na calçada, ficamos com medo ao passar por nós à noite em um lugar com pouco movimento... Está é a realidade. Mas há aqueles que vêem os habitantes do subúrbio de um jeito diferente, que os trata bem, como gente de verdade. “Eu moro na Pituba, mas passei a minha infância no bairro do Lobato, me orgulho de lá e acho que me sinto melhor, mais relaxado, conheço todo mundo, jogo, brinco com os vizinhos e, lá no meu apartamento, o máximo é um “bom dia” ou “boa tarde” que as pessoas dizem” (Joabson Beribá).
   Aos olhos da maioria, se um bairro periférico tem um traficante, um ladrão, eles generalizam. O subúrbio deveria ser visto como o lugar mais cultural de uma cidade. Em salvador, seria o lugar mais soteropolitano da cidade. Essa região abriga 24,55% da população, ou seja, aproximadamente 700 mil pessoas vivem no subúrbio, e é onde abriga uma das maiores escolas, portanto, abram seus olhos políticos, pois essas pessoas podem acabar com a sua vida e pôr alguém que se importe com eles.

SUBÚRBIO DE SALVADOR: UMA REALIDADE APARTADA?

“Nos barracos da cidade Ninguém mais tem ilusão” Gilberto Gil
   Assim como disse Gilberto Gil, em sua música, a realidade do subúrbio é esquecida pela sociedade e, principalmente, pela autoridade que vê e nada faz, é o que a maioria prefere enfrentar ao ter que mudá-la. Nem sempre o termo “Um lugar afastado do Centro” pode ser considerado, pois há bairros que são mais próximos do Centro do que os considerados “Bairros Nobres”.
   Se essa realidade fosse “visível” sobre os olhos da sociedade e algo fosse feito, com certeza, a cada dia o número de pessoas passando necessidade diminuiria. Se algo não está incluso aos centros urbanos, aos interesses políticos que estão longe dos olhos da população, não há motivos para uma melhora, de fato, é o que acontece com as regiões mais pobres, são excluídas do desenvolvimento.
  Infelizmente, a realidade do subúrbio não é tão feliz como a televisão mostra. O Subúrbio Ferroviário abrange 22 bairros onde moram 24,55% da população soteropolitana, ou seja, lá estão cerca de 600 mil habitantes.
  Todos nós sabemos que o subúrbio de Salvador está passando a cada dia por mais necessidades, as pessoas que moram lá precisam da nossa ajuda e, principalmente, do governo, que tem por obrigação, melhorar a vida de seus cidadãos. A região do subúrbio de Salvador tem umas das mais belas praias do nosso litoral. Durante a década de 70, foi muito freqüentada. Hoje a região está bastante desvalorizada e tomada pela miséria. O bairro de Alagados é um exemplo do abandono dos órgãos públicos, a falta de emprego, violência, moradias precárias e a pobreza que vive lado a lado dos habitantes desse lugar.
Muitas medidas poderiam ser tomadas para auxiliar as pessoas que moram no subúrbio de nossa cidade, uma boa infra-estrutura, segurança, saneamento básico, sistemas de saúde e escolas de qualidade. A desculpa de sempre é que quando se fala em fazer algo pelo subúrbio é a falta de “verba”. O estranho é que para tudo se tem dinheiro, agora, na hora de cuidar desse lugar a “verba” acaba.
   Diante dessas imensas características, o Subúrbio de salvador até hoje é considerado como uma região “excluída” e que tem sua realidade apartada por vários fatores e, principalmente, pelo governo que esconde esse patrimônio cultural da população e não tenta trazer para os habitantes locais uma vida mais favorável para os mesmos e que construíram sua história naquele lugar.

Jovens e adultos na periferia: a fronteira entre a droga e a universidade

   A periferia é um local de ambiguidades em cada esquina: a cada espaço andado há escolhas que levam a caminhos totalmente opostos, a destinos que as vítimas da sociedade segregada são obrigadas a escolher.
  Drogas ou estudos. Crime ou trabalho. Família ou prisão. Essas escolhas, que são aparentemente fáceis aos olhos de quem não vive o dilema da pobreza, são o que torna diferente um pai de família honesto, que vive na periferia, de um marginal que more, talvez, ao seu lado, dividindo os mesmos espaços, os mesmos bairros e frequentando os mesmos lugares que seus filhos. O ambiente para ambos é o mesmo e influenciando ou não as escolhas de um jovem, este é o mais afetado pela proximidade, já que sua imagem, perante a sociedade, afeta-se sobremaneira.
   O que fazer para a proximidade entre criminoso e jovem de bem não trazer maus frutos? O jeito é investir no que os uma, não só a eles, como também a toda sociedade: educação e esporte. Duas armas, que não são de fogo, e que têm um efeito muito maior, e melhor, para toda a população, formando cidadãos adultos cientes de seus direitos e deveres. E a batalha continua.

domingo, 11 de setembro de 2011

O surto industrial da Bahia e a favelização na cidade de salvador

    O surto industrial da Bahia, motivado principalmente pela construção do pólo petroquímico de Camaçari na década de 70 e várias outras indústrias na região metropolitana de Salvador atraiu muitos investidores e trabalhadores para o estado, e conseqüentemente muita mão de obra especializada vinda de fora, já que na época o estado não oferecia capacidade profissional suficiente para suprir a demanda pedida.
    Trabalhadores vindos, principalmente, do sul e sudeste do país ajudaram a construir o maior aglomerado industrial do estado. Bombardeada de investimentos de fora, a região conseguiu enorme desenvolvimento econômico durante a construção e consolidação das indústrias. Mas ao termino de todo este processo, esses empregados utilizados no levantamento dos polos ficaram sem trabalhar, e começou o crescimento desordenado de certos lugares, dito favela.
    Com o crescimento deste pólo e a necessidade de novos trabalhadores já que a demanda da indústria é grande, vários cidadãos do interior baiano sentiram-se atraídos por esse emprego na capital, a partir daí começou o êxodo rural, muitas pessoas migraram de suas capitais para a capital a fim dessas vagas.
   Sem dinheiro para construir boas casas ou comprá-las, muitas vezes sem emprego, esses cidadãos não tinham muita opção já que a renda estava reduzida, e a escolha teve de ser as “invasões”. Em sua maioria as favelas se desenvolvem em morros, e sua população é essencialmente carente. Necessitadas de saneamento, transportes, educação, saúde, e qualquer outro fator que leve a melhoria da qualidade de vida.
    As favelas são características marcantes de regiões em desenvolvimento, e crescem sem precedentes. Sem a opção de moradia, eles não percebem o risco que correm se instalando em morros e retirando mata virgem. Deslizamentos e mortes em decorrência das intempéries são marcas constates dos noticiários. É preciso um planejamento urbano, rápido e eficiente, para pelo menos dar um melhor conforto aqueles que ali residem. É o mínimo que se pode fazer para a maioria que ganha à menor parte do capital.