Total de visualizações de página

Mostrando postagens com marcador Grupo-4. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Grupo-4. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

BRINGS OUT WITH A LOOK OUT - Peripheral vision

   It is very difficult to imagine a completely different life, a fact quite far from our reality, students of a private school, members of social class balanced and residents of neighborhood. Many of us did not pay attention to your needs and the struggle of its inhabitants and, much worse, we are not "played" their existence.
   Remember that the periphery is much more marked by precariousness and lack of assistance and resources than by location.
  In the periphery and in the suburbs, finally, in all parts of Salvador financially underprivileged, forgotten by the rulers, who go to the periphery of the election season only looking for votes, deceive these people and then do nothing.
  Sometimes we think and ask ourselves: What role has the edge in our lives? What it influences in our society? The culture of the periphery, it has also been improves, the people who live there are succeeding in life and thus showing to society that the periphery is not only a thief, drug dealer, marginal, but honest people who struggle every days to achieve a better life for their families, other people who live there is by choice, they have a better life, but how he spent his childhood there, do not want to leave.
  There is still much prejudice on the part of the population of a little higher social class. These people have a biased look, a preconceived notion that every resident of the periphery or any person of lower social class is a thief. People do not mind helping others to see it better for them, what matters is only the "I".
  There are people who are social actions in the periphery, others are voluntary and these people seek to improve the lives of those living in the suburbs, through music, art, among others. Thus making them better and better and helping them not to join in violence.
   Any exclusion from society and the marginalization of people living in the periphery generate the statement: "Nobody is marginal." Society "is that makes the marginal worth, denying that come to life, education, housing, food and work."
  The work on the periphery was very valuable, we learn, in a sense, the various "faces" of our city, other cultures and how important we look at the world we live in, because many people are worse off than our and, of course, showed us what is "behind the scenes" because it is very easy to talk about the situation, but we do not really know how to live in these places, be looked at in a different way and, of course not everyone lives in the room "Suburbs", but nobody knows how to be seen with different eyes throughout society, the eyes of prejudice and exclusion, after all, as the title of the blog says, "A look from the outside."
   This work, we will take a lifetime, just with different "bars" of prejudice and found also that there is much to learn still, the city of Salvador, that shall not be counted in the history books, the quotes from people the surveys, interviews with residents, all of these examples revealed to us that in fact, hope is the "last to die" and that no battle, no victory.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Posição "Marginal" Ou "Periféria" Com Relação Aos Paradigmas Éticos & Estéticos da Sociedade Burguesa

   É comum vermos pessoas do subúrbio e regiões periféricas, sendo destratadas pelo pessoal dos “Bairros Nobres”, principalmente, em grandes cidades que são divididas por zonas. Existe muita diferença, não só a quantidade de dinheiro e bens materiais, mas o dialeto, a forma que são vistos pelo mundo, a sociedade em geral... Eles seguem levando a vida entre o preconceito e o orgulho de morarem neste lugar, não pelas dificuldades, mas sim por saberem que aquilo foi construído por eles, onde está a verdadeira cultura baiana. “Ser suburbano é ter o time da rua, ser amigo de todos, pegar açúcar com o vizinho, falar sem se importar com os números da conta bancária do indivíduo”. Conta Joseane Ribeiro, moradora do bairro de Valéria, no subúrbio da capital baiana.
   As pessoas que vivem nos bairros “mais” afastados do centro, são submetidas a uma péssima educação nas escolas, são destratadas, vistas como bandidas, sem bom gosto, alvos de piadas em teatros, enfim... Uma série de fatos que não passa na cabeça da maioria dos burgueses que moram em Salvador ou em qualquer outra cidade. “Aqui tem muito haver com a fé, pode ser abandonado pelos órgão públicos, porém é mais festeiro e amigável que muitos bairros nobres” Cássia Santos, moradora do bairro de Paripe.
   Em qualquer lugar, tiramos conclusões precipitadas das pessoas, principalmente, quando essas pessoas têm a pele negra. Desviamos quando andamos na calçada, ficamos com medo ao passar por nós à noite em um lugar com pouco movimento... Está é a realidade. Mas há aqueles que vêem os habitantes do subúrbio de um jeito diferente, que os trata bem, como gente de verdade. “Eu moro na Pituba, mas passei a minha infância no bairro do Lobato, me orgulho de lá e acho que me sinto melhor, mais relaxado, conheço todo mundo, jogo, brinco com os vizinhos e, lá no meu apartamento, o máximo é um “bom dia” ou “boa tarde” que as pessoas dizem” (Joabson Beribá).
   Aos olhos da maioria, se um bairro periférico tem um traficante, um ladrão, eles generalizam. O subúrbio deveria ser visto como o lugar mais cultural de uma cidade. Em salvador, seria o lugar mais soteropolitano da cidade. Essa região abriga 24,55% da população, ou seja, aproximadamente 700 mil pessoas vivem no subúrbio, e é onde abriga uma das maiores escolas, portanto, abram seus olhos políticos, pois essas pessoas podem acabar com a sua vida e pôr alguém que se importe com eles.

SUBÚRBIO DE SALVADOR: UMA REALIDADE APARTADA?

“Nos barracos da cidade Ninguém mais tem ilusão” Gilberto Gil
   Assim como disse Gilberto Gil, em sua música, a realidade do subúrbio é esquecida pela sociedade e, principalmente, pela autoridade que vê e nada faz, é o que a maioria prefere enfrentar ao ter que mudá-la. Nem sempre o termo “Um lugar afastado do Centro” pode ser considerado, pois há bairros que são mais próximos do Centro do que os considerados “Bairros Nobres”.
   Se essa realidade fosse “visível” sobre os olhos da sociedade e algo fosse feito, com certeza, a cada dia o número de pessoas passando necessidade diminuiria. Se algo não está incluso aos centros urbanos, aos interesses políticos que estão longe dos olhos da população, não há motivos para uma melhora, de fato, é o que acontece com as regiões mais pobres, são excluídas do desenvolvimento.
  Infelizmente, a realidade do subúrbio não é tão feliz como a televisão mostra. O Subúrbio Ferroviário abrange 22 bairros onde moram 24,55% da população soteropolitana, ou seja, lá estão cerca de 600 mil habitantes.
  Todos nós sabemos que o subúrbio de Salvador está passando a cada dia por mais necessidades, as pessoas que moram lá precisam da nossa ajuda e, principalmente, do governo, que tem por obrigação, melhorar a vida de seus cidadãos. A região do subúrbio de Salvador tem umas das mais belas praias do nosso litoral. Durante a década de 70, foi muito freqüentada. Hoje a região está bastante desvalorizada e tomada pela miséria. O bairro de Alagados é um exemplo do abandono dos órgãos públicos, a falta de emprego, violência, moradias precárias e a pobreza que vive lado a lado dos habitantes desse lugar.
Muitas medidas poderiam ser tomadas para auxiliar as pessoas que moram no subúrbio de nossa cidade, uma boa infra-estrutura, segurança, saneamento básico, sistemas de saúde e escolas de qualidade. A desculpa de sempre é que quando se fala em fazer algo pelo subúrbio é a falta de “verba”. O estranho é que para tudo se tem dinheiro, agora, na hora de cuidar desse lugar a “verba” acaba.
   Diante dessas imensas características, o Subúrbio de salvador até hoje é considerado como uma região “excluída” e que tem sua realidade apartada por vários fatores e, principalmente, pelo governo que esconde esse patrimônio cultural da população e não tenta trazer para os habitantes locais uma vida mais favorável para os mesmos e que construíram sua história naquele lugar.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O Surto Industrial Na Bahia & Favelização Na Cidade De Salvador

   A partir do século XIX se expandiu pelo mundo um movimento iniciado na Inglaterra. Em meados do século XVIII, a Revolução Industrial que consistiu em um conjunto de mudanças tecnológicas com profundo impacto no processo produtivo em nível econômico e social. Desde então, após este acontecido muitas mudanças ocorreram: novas tecnologias, transportes, meios de comunicação e muitas crises também.

   A revolução industrial no Brasil foi estimulada através da primeira guerra mundial. A cada dia surgem novas fábricas e com elas novas mudanças na organização e aparência das cidades. A industrialização trouxe muitas novidades, facilidades e melhoras para o país, contudo trouxe também seu lado negativo: desemprego, miséria, exploração e aumentou muito mais as diferenças sociais. 

   O surto industrial acelerado na Bahia junto com o processo de urbanização desde a segunda metade do século XX gerou concentrações populacionais elevadas. A Bahia possui por cerca de trinta por cento do PIB (Produto Interno Bruto) do Nordeste e por mais da metade das exportações da região. É o sétimo estado brasileiro que mais produz riqueza. A economia do estado baseia-se na indústria (química, petroquímica, informática, automobilística e suas peças), agropecuária (mandioca, feijão, cacau e coco), mineração, turismo e nos serviços. Existe o importante Pólo petroquímico de Camaçari, onde funciona, entre outros empreendimentos, uma montadora Ford,na Região Metropolitana de Salvador. As atividades agropecuárias ocupam cerca de setenta por cento da população ativa do estado. A economia de Salvador está distribuída da seguinte forma:
Agropecuária 0,06%
Indústria 20,99%
Serviços 78,94%
  
   A indústria e o Pólo trouxeram sonhos para a população baiana, não só sonhos, mas desejo, de ganhar bem, de viver em um lugar melhor, proporcionar uma boa qualidade de vida para a família, porém, muitas pessoas foram rejeitadas por não terem capacidade ou experiências com as máquinas, fazendo com que elas refizessem as suas vidas afastadas dos grandes centros da cidade, em situações precárias. Por causa do grande número de casas de baixa qualidade longe dos centros, esses lugares são chamados de favela e quando as favelas se “misturam”. Temos, então, uma “favelização”.

   A “favelização” pode ser definida como aglomerações humanas que resultam da ocupação e organização do espaço. São nas cidades que surgem ou se especializam atividades diferentes da agropecuária: comercio, administração, defesa territorial, serviços e etc.

   A realidade é que, quem não possui dinheiro, não tem como morar em um bom lugar da cidade, as pessoas que moram na periferia, sempre estão em busca de melhores condições de vidas, porém lhes faltam a devida oportunidade que, infelizmente, a sociedade rejeita de forma cruel. O que rege o mundo hoje é o capital, o dinheiro, quanto mais, melhor e é como dizem: “de graça, nem injeção na testa.”

domingo, 28 de agosto de 2011

Jovens e adultos na periferia: “A fronteira ente a droga e a universidade”

A violência cresce cada vez mais em nosso país. Com ela o número de usuários de drogas também aumenta. A grande parte das pessoas envolvidas de alguma forma com a violência são usuárias de drogas.
É comum casos de uso e tráfico de drogas nas periferias das grandes cidades brasileiras, inclusive aqui na Bahia, este é o grande inimigo dos jovens. Uma de cada oito crianças com aproximadamente dez anos que vive próxima às áreas dominadas pelo tráfico tem pais que foram assassinados por traficantes de drogas. As crianças que se envolvem com este tipo de problema não chegam à idade adulta, e muito dificilmente, passam da adolescência.
Muitos dizem que droga é ruim, mas se fosse realmente ruim, porque ficaríamos viciados? Por isso a droga é boa, tão boa que passamos a ficar dependentes, logo na primeira vez ou ao decorrer do tempo. Acontece que quando nós usamos algumas dessas substâncias sentiram uma agradável e única sensação, o que nos leva a sempre usar mais e mais, para que possamos sentir a mesma sensação que sentimos ao usarmos pela primeira vez. Isso é a dependência.
“Pesquisa recente mostrou que um em cada quatro estudantes do ensino fundamental e médio da rede pública brasileira já experimentou algum tipo de droga, além do cigarro e das bebidas alcoólicas. A idade do primeiro contato com esse tipo de substância caiu dos 14 para os 11 anos em uma década.”
Isso sinaliza um futuro bem ruim. Quanto mais cedo se experimenta uma droga, mais risco essa pessoa corre de ficar dependente da mesma. “As pesquisas também revelam que a maioria dos jovens sabe que as drogas podem se transformar num problema sério. Mas isso não basta para mantê-los longe de um baseado ou de um papelote de cocaína.”
Uma boa educação pode auxiliá-los a não se envolver com drogas. Como não deixar-se envolver com o que faz parte de sua realidade diária? De alguma forma o meio modifica o ser humano.
E é claro também que há um crescimento no uso de drogas em campus das faculdades brasileiras. À medida que surgem novos usuários, os organismos destes passam a ser tolerantes e é como se ficasse pedindo mais e mais.
“A Secretaria Nacional Antidrogas divulgou esta semana um estudo inédito no país que trata do uso de drogas entre estudantes universitários. O levantamento foi realizado em cem instituições de ensino superior pública e privada em todas as capitais brasileiras.

As conclusões são alarmantes: dos 18 mil alunos que participaram da pesquisa, 49% já experimentaram alguma droga ilícita pelo menos uma vez na vida.”

O que é a universidade para jovens e adultos marginalizados? Um sonho, alguns lutam e conseguem realizar, mas outros desistem, por terem que trabalhar para ajudar a família. Muitas crianças e adolescentes são veículos de suporte para o sustento família. Essas seduzidas pelo dinheiro buscam cada vez mais o tráfico ao invés de uma universidade, deixando-a assim, para segundo plano.
Jovens de hoje, adultos de amanhã, vivem um constante dilema, em nossa sociedade, relacionado as universidade (estudos), família (ajuda) e drogas (facilidade), principalmente os que habitam periferias, os que têm seus sonhos apagados por conta da exclusão.  Muitos garantem que se lhes tivesse surgido umas novas oportunidades, nunca teriam escolhido as drogas.

MOVIMENTOS SOCIAIS EM SALVADOR

“Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 64, de 2010)

Como exposto acima no trecho, de um dos artigos da Constituição Federal, encontrado no Capítulo II – Direito sociais; todos os cidadãos têm direito a moradia, saúde e uma série de outras assistências, que na prática não são realizadas.

Por conta disso são criados os movimentos sociais que é uma expressão em grupo, uma ação organizada, compostas por pessoas que lutam pelos seus direitos comuns. Essas tentam mover a população com a sua causa e a importância da sua luta. Para muitos, os movimentos sociais são ações que geram conflitos, para outros, é transformar a estrutura do sistema com as práticas sociais e contraditórias.

Os sem teto são todas as pessoas que vivem de favor, debaixo de ponte ou pessoas que habitam em área de risco. O MSTS (Movimento Sem Teto de Salvador) foi fundado em julho de 2003, mostra a sua história desde o início do país, desde a invasão portuguesa em 1500, histórias de alegrias, tristezas, dores, atos de coragem e muitos outros. Este movimento provém do processo de exclusão social, dos negros, indígenas e pessoas da zona rural. Essas pessoas não têm direito a saúde pública, saneamento básico, moradias e trabalho. A maioria vive em barracas espalhadas pela cidade, ocupando terrenos vazios, porém são mal compreendidos e chamados de “invasores”.

Então, tentando reivindicar e melhorar os problemas adota-se a idéia do movimento, como afirma e critica o presidente da FABS (Federação das Associações de Bairros de Salvador), João Pereira: “A idéia de criar um movimento social em salvador surgiu a partir da nossa preocupação com os serviços essenciais que são prestados pelo município e que sofrem com a precariedade, diante da administração confusa da prefeitura”

Alguns lemas do movimento são:

“Organizar, ocupar e residir”

“Um, dois, três, quatro, cinco, mil. Queremos moradia ou paramos o Brasil!”

“Queremos teto pra viver!”

Eles tentam modificar a reforma urbana, garantir a moradia dos cidadãos brasileiros e também, os seus direitos e uma sociedade mais justa onde todos possam ser beneficiados com os seus direitos descritos, na então, Constituição Federal.

domingo, 21 de agosto de 2011

Evangelização dos Excluídos & A Demonização das Religiões de Matriz Africana

Alguém já parou para pensar o “porque” de existir tantas igrejas evangélicas nas periferias? E o “porque” da demonização das religiões de matrizes africanas?  Nós, brasileiros, somos uma mistura de várias etnias, europeus, africanos e índios, entre outros... Acredita-se que precisamos crer em algo para podermos sobreviver. A religião é um conjunto de crenças sobre as causas, natureza e a finalidade da vida e universo.  São divididas em: catolicismo, judaísmo, protestantismo, etc.
De maneira estratégica, os representantes mais altos dessa hierarquia religiosa, se instalam nas periferias, onde sabem que vão encontrar um grande público interessado em suas crenças. Porém essa evangelização ocorre de forma muito preconceituosa e discriminatória, pois passa aos seus seguidores uma imagem desrespeitosa de seguidores de outras religiões, principalmente se tratando do Candomblé, religião de matriz africana.
“Alguns dos meus alunos, se tornaram pastores. Não por gostarem da crença, mas sim pelo fato de um pastor de congregação com cento e vinte membros ganhar aproximadamente seis mil reais, casado e com dois filhos” Afirma o professor de história Márcio Brito, do Colégio Estadual Bolivar Santana.
O candomblé significa: alegria e dança.  Uma série de críticas negativas recaiu sobre a religião, vistas como coisa do demônio, por igrejas de origem européia. Essas críticas acabam criando um cenário de preconceito e inibições para os praticantes dessa religião.  Hoje, em Salvador, vem crescendo o número de igrejas, mas isso é decorrente do aumento da violência, e a maioria das igrejas fundadas é evangélica, pelo fato da religião pregar a salvação e o amor ao próximo. Essas palavras criam falsas esperanças nas pessoas, que cada vez mais buscam essa religião, como forma de auxílio e salvação. Constituindo assim, a evangelização dos excluídos.
Quando os negros foram trazidos ao Brasil, desembarcaram com eles muitas de suas tradições, entre elas encontra-se o candomblé (muito repreendido pelos portugueses que consideravam o culto, feitiçaria). O fato de o homem branco se considerar melhor que os povos de origem africana, culminou uma série de preocupações para apagar as marcas dessa cultura.
Vamos acabar com o preconceito. Lembre-se, antes de se obter qualquer pensamento sobre algo devemos estudá-lo para não cometermos atos desrespeitosos contra outra pessoa, independente de sua religião, opção sexual, raça, ou seja, qual for o credo.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

O SOM DA PERIFERIA



  A música é uma forma de arte, e como toda arte uma forma de expressão, um meio de comunicar ao mundo diversos assuntos.
  O termo hip hop significa “saltar movimentando os quadris”. É um estilo de dança de rua criado no final da década de 60, na Afrika Bambaataa. Possuia dois estilos, um deles se ligava com estilos africanos e outro tinha ligação com a forma de dançar da época. É o modelo do som mais utilizado na periferia como um meio de expressar necessidades e dificuldades enfrentada em seu cotidiano.
  O hap, o gafrite e o break significam, respectivamente, poesia cercada de ritmo, arte e dança. A forma de vestir de quem segue essa cultura é, em principal, boné e roupas largas; estas ultimas, por sua vez, auxiliam no movimento na hora da dança.
  Dentro da periferia, a música tem uma utilidade importante entre os jovens, ajudando a vencer o convívio com a violência e o tráfico, que os desafiam a todo instante.
  Aqui em Salvador, por exemplo, no bairro de Portão, surgiu uma banda de nome “Triplice Hip Hop”. Um dos objetivos da banda é mostrar a realidade dentro de uma periferia, que nem sempre é o que se vê estampada na capa de um jornal.
  Além de auxiliar os jovens a não ingressar na vida de violência, a banda possui um propósito muito importante, o qual é mudar o estereótipo de que todo morador de periferia tem ligação com a violência, assim, como deixa claro na descrição de uma de suas músicas, mais um de seus objetivos: Música - Minha Quebrada, autor: Rilk MC & Junior MC (Triplice Hip Hop) “mostrando o que tem de bom em nossa quebrada desmentindo as estatísticas da mídia que diz que propaga a mentira dizendo que aquí só tem bandido.”

domingo, 14 de agosto de 2011

Juventude marginal e expectativas do futuro


  
  Primeiro para falarmos de algo que envolve a periferia envolvendo a urbanização, precisamos entender o significado desta palavra. Periferia, em geral, refere-se ao limite de qualquer espaço ou objeto. Trazendo essa definição para as sociedades, periferias são aquelas regiões que estão afastadas do centro da cidade, e como em toda sociedade desigual, tudo que está afastado dos grandes centros, onde todos os olhos estão voltados, é excluído e desprovido de infra-estrutura. Assim são as periferias em qualquer lugar que formos, sem saneamento básico, sem segurança, sem iluminação, sem educação... E quem paga por isso é a população que lá habita, afinal, se tivessem uma condição financeira melhor não estavam ali, porém como muitos não têm essa condição recorrem a esses locais.
  A vida na periferia não é um “mar de rosas”, os jovens têm que lidar com a violência, o tráfico de drogas e a desigualdade social, sem contar com os inúmeros preconceitos que estes estão sujeitos. Com um ensino de pouca qualidade, é difícil mantê-los interessados para continuar freqüentando a escola, porque muitos precisam de um incentivo dos pais, dos professores. A grande minoria que vive na periferia termina a escola, afinal, é aí onde tudo começa, é aí que passamos, de fato, a compreender como é a vida deles e como será o futuro dos mesmos.
  Uma grande massa esmagadora da população, hoje, vive a margem da então “sociedade de fachada”. Esses jovens a cada dia veem os seus pensamentos de serem capazes de emergir, mudar sua realidade se tornarem cada vez mais distantes. As expectativas de futuro dentro de uma periferia são poucas, mas há exceções, como por exemplo, Marcela Apolinário, moradora do bairro de Alto de Coutos, no subúrbio de Salvador, revela a sua expectativa para o futuro e a realidade do seu bairro:
  “Eu nunca pensei em uma expectativa para o bairro, uma melhor infra-estrutura, porque aqui não tem nada. Aqui não tem espaço para o lazer.         Eu queria que fosse aberto um espaço que pudéssemos praticar esportes, artes... E que fosse montado vários postos policiais para que a violência e o tráfico tivessem um fim. Eu não me sinto fora da sociedade, mas eu percebo que as outras pessoas tentam fazer isso, por exemplo, as pessoas que têm uma classe social elevada e até mesmo os políticos, eles abrem a boca para dizer que se importam, mas não fazem nada para mudar. Eu não ligo para essas pessoas que tentam me por fora da margem porque eu sou como elas, sou iguais a elas, não me considero superior ou inferior e eu me esforço para mostrar isso”
  Outro grande inimigo dos jovens que moram na periferia é o tráfico de drogas. Uma de cada oito crianças com aproximadamente dez anos que vive próxima às áreas dominadas pelo tráfico tem pais que foram assassinados por traficantes de drogas.  Provavelmente crianças que se envolvem com o trafico nem chegam à idade adulta, e muito dificilmente passam da adolescência.
  Diante de todas essas realidades o futuro dessa juventude é incerto, pois não podemos falar em fim do tráfico de drogas, fim da violência, fim da prostituição infantil, se nada é feito para que isso mude. Primeiro deve-se incluir, e mostrar que cada cidadão dentro de uma sociedade tem seus direitos a serem aderidos e questionados. Vamos abrir os nossos olhos e estender as nossas mãos para estas pessoas, que também possuem sonhos, desejos, esperanças de viver em um mundo melhor e de fazerem parte da sociedade e que todos olhem de igual para igual para com elas.