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terça-feira, 13 de setembro de 2011

Jovens e adultos na periferia: a fronteira entre a droga e a universidade

   A periferia é um local de ambiguidades em cada esquina: a cada espaço andado há escolhas que levam a caminhos totalmente opostos, a destinos que as vítimas da sociedade segregada são obrigadas a escolher.
  Drogas ou estudos. Crime ou trabalho. Família ou prisão. Essas escolhas, que são aparentemente fáceis aos olhos de quem não vive o dilema da pobreza, são o que torna diferente um pai de família honesto, que vive na periferia, de um marginal que more, talvez, ao seu lado, dividindo os mesmos espaços, os mesmos bairros e frequentando os mesmos lugares que seus filhos. O ambiente para ambos é o mesmo e influenciando ou não as escolhas de um jovem, este é o mais afetado pela proximidade, já que sua imagem, perante a sociedade, afeta-se sobremaneira.
   O que fazer para a proximidade entre criminoso e jovem de bem não trazer maus frutos? O jeito é investir no que os uma, não só a eles, como também a toda sociedade: educação e esporte. Duas armas, que não são de fogo, e que têm um efeito muito maior, e melhor, para toda a população, formando cidadãos adultos cientes de seus direitos e deveres. E a batalha continua.

domingo, 11 de setembro de 2011

O surto industrial da Bahia e a favelização na cidade de salvador

    O surto industrial da Bahia, motivado principalmente pela construção do pólo petroquímico de Camaçari na década de 70 e várias outras indústrias na região metropolitana de Salvador atraiu muitos investidores e trabalhadores para o estado, e conseqüentemente muita mão de obra especializada vinda de fora, já que na época o estado não oferecia capacidade profissional suficiente para suprir a demanda pedida.
    Trabalhadores vindos, principalmente, do sul e sudeste do país ajudaram a construir o maior aglomerado industrial do estado. Bombardeada de investimentos de fora, a região conseguiu enorme desenvolvimento econômico durante a construção e consolidação das indústrias. Mas ao termino de todo este processo, esses empregados utilizados no levantamento dos polos ficaram sem trabalhar, e começou o crescimento desordenado de certos lugares, dito favela.
    Com o crescimento deste pólo e a necessidade de novos trabalhadores já que a demanda da indústria é grande, vários cidadãos do interior baiano sentiram-se atraídos por esse emprego na capital, a partir daí começou o êxodo rural, muitas pessoas migraram de suas capitais para a capital a fim dessas vagas.
   Sem dinheiro para construir boas casas ou comprá-las, muitas vezes sem emprego, esses cidadãos não tinham muita opção já que a renda estava reduzida, e a escolha teve de ser as “invasões”. Em sua maioria as favelas se desenvolvem em morros, e sua população é essencialmente carente. Necessitadas de saneamento, transportes, educação, saúde, e qualquer outro fator que leve a melhoria da qualidade de vida.
    As favelas são características marcantes de regiões em desenvolvimento, e crescem sem precedentes. Sem a opção de moradia, eles não percebem o risco que correm se instalando em morros e retirando mata virgem. Deslizamentos e mortes em decorrência das intempéries são marcas constates dos noticiários. É preciso um planejamento urbano, rápido e eficiente, para pelo menos dar um melhor conforto aqueles que ali residem. É o mínimo que se pode fazer para a maioria que ganha à menor parte do capital.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Projetos Sociais: de mãos dadas faz-se um mundo melhor.



   Os movimentos sociais, como os de Salvador, surgem como forma de unir e solucionar os problemas das camadas mais excluídas da cidade que, assim como nas outras regiões do Brasil e do mundo não tem, na maioria das vezes, a quem recorrer. Surgem assim movimentos com o objetivo de garantir moradia adequada, escolas, saúde, proteção e liberdade às classes menos favorecidas. 

   Os movimentos sociais são criados para lutarem por seus direitos e um deles é o MTST (O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) que surgiu com a necessidade de organizar a reforma urbana e garantir moradia digna a todos os cidadãos além de lutar por um modelo de cidade mais justa. Além do trabalho organizado de luta por moradia, o MTST mobiliza pessoas em bairros pobres organizando lutas e propondo soluções para problemas que afligem os bairros periféricos. Revolucionam, protestando por seus direitos, invadindo casarões abandonados e, infelizmente, colocando todos em risco de um certo modo, pois mesmo lutando por uma causa justa, muitas vezes utilizam da violência para atingir seu fim ou acabam por ocupar prédios destruídos e com risco de desabamento. 

   Além desse movimento, que tem ações presentes em todo o Brasil, podemos citar também projetos em Salvador, como o Projeto Axé que cuida dos “filhos e filhas da exclusão”, com o objetivo de tirá-los das ruas, garantindo-lhes além da educação e da profissionalização, o sentido da ética e de valorização de si como cidadãos com seus direitos respeitados e garantidos, como os de todas as pessoas de bem merecem ter. 

  Projetos sociais como estes são o que fazem da sociedade um lugar melhor, não só para quem é ajudado, mais para quem participa, pois está, afinal fazendo seu papel para com a sociedade, garantindo o respeito a essas populações desprezadas. Afinal, o que eles querem é direito de todo cidadão brasileiro, uma sociedade digna mais justa, onde todos possam ser beneficiados com os seus direitos e viver sem a sombra da exclusão pairando sobre suas vidas e escolhas.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

A Evangelização dos Excluídos e a Demonização das Religiões de Matriz Africanas

A criação da religião evangélica data do século XVI, quando a Reforma Protestante estourou através dos escritos de Martinho Lutero, um sacerdote agostiniano que com a ajuda dos nobres implantou uma nova religião: o Protestantismo, hoje com várias ramificações dentro desta, sendo usado o termo “evangélico” para defini-las. Desde seu princípio essa religião foi aderida por nobres e só mas tarde aderiu de fato à população, mostrando que essa é uma religião manipulada pelos poderosos e que a população da classe baixa é só um instrumento de moldagem da vontade dos nobres.

Já as religiões africanas, consideradas opostas as religiões evangélicas, são “demonizadas”, ou seja, consideradas “conduta ruim” de seus seguidores, quando na verdade, qualquer religião, quando bem conduzida, pode enaltecer o ser humano. Com isso acaba havendo uma grande discrepância da realidade, já que a própria população negra, descendente dos africanos, é cada vez mais conduzida às igrejas evangélicas e cada vez mais deprecia o que deveria ser motivo de orgulho.

Hoje em dia há uma grande divergência entre as religiões de matrizes africanas e as religiões evangélicas pelo fato de adorarem a deuses diferentes em meio as suas culturas. As religiões de matrizes africanas, como o candomblé, são vistas como religiões diabólicas, por obterem uma forma diferenciada de culto das demais religiões derivadas do catolicismo, já que a igreja católica detém uma visão arcaica sobre as coisas, além dos seus pensamentos atrasados em relação a vida do mundo atual.

Ao entrar em uma região periférica é bem fácil ver diversas igrejas evangélicas espalhadas pela comunidade. Consideradas a salvação desta população apartada, essas igrejas se multiplicam e trazem consigo a mensagem de que entrando pela sua porta pode-se ser um cristão melhor. Muitos não consideram que entrando por qualquer porta, de qualquer igreja ou conglomeração ou até mesmo não fazendo parte de nenhuma delas, pode-se ser uma pessoa melhor,pois toda religião e filosofia de vida, quando levadas a sério no seu

princípio de espiritualidade e ajuda ao próximo, podem fazer sua realidade melhorar, já que para fazer um país crescer é preciso antes construir a consciência de que todos, independente de suas opções merecem o respeito e o direito assegurado de seguir o que considera melhor para si.

domingo, 28 de agosto de 2011

Diversidade cultural na periferia

Sim, podemos afirmar que a periferia é o lugar com mais misturas culturais de qualquer cidade. Misturas de ritmo, moda, folclore, raça, credo, dinheiro. Tudo que faz parte das características de uma sociedade.

A periferia das cidades pode ser considerada o local de maior diversidade cultural, segundo Edward B. Tylor cultura é “aquele todo complexo que inclui o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, a lei, os costumes e todos os outros hábitos e aptidões adquiridos pelo homem como membro da sociedade” Mas o que tem que ser observado, é a desvalorização da criatividade do morador periférico. Dito em alguns textos antes, a falta de oportunidade faz com que eles não possam expressar o que acham que é preciso melhorar dentro da comunidade em que vive através de sua arte.

A periferia hoje em dia vem marcada pela melhora social. Com uma mescla de novos na classe média, com aqueles que ainda são pobres, e os ricos, que porventura ali residem por opção, mostra a “nova periferia” que foi formada. Preste atenção neste trecho da música “sou favela”, da banda Parangolé:


“ Favela aê favela 
Favela eu sou favela
Favela aê favela

Oi já tá quase na hora 
Do meu bonde passar
Levando a galera que faz as loucuras
Pega no batente dessa vida dura
Que acorda bem cedo pra ir trabalhar

Mas que nunca perde sua fé
Que samba na ponta do pé
O alimento da alma é sonhar”

Podemos observar a caracterização e o modo de agir da população periférica se destacam, eles têm um modo único de ser, tornando-os de fácil reconhecimento, eles não tem vergonha de expor suas raízes e sua descendência, sendo esta de sua maioria negra e índia em Salvador, a população do subúrbio tem orgulho de sua “raça”, não escondem sua cultura independente do que os outros irão achar, falam que são do candomblé ou evangélicos, que ouvem Hip Hop e pagode, não se vestem das mais caras grifes, nem deixam de expor suas crenças pelo preconceito do outro. 

Periferia é isso. É mistura, é diversidade, é cultura, é verdade. É o meio que eles têm de expressar a sua realidade, e é o modo que faz as suas vidas tornarem-se um pouco mais feliz. É a parte da população que reflete a miscigenação formada no Brasil desde os idos da colonização.

domingo, 21 de agosto de 2011

Juventude Marginal e Expectativas para o Futuro


“Jovens, o futuro do Brasil”. Essa frase que aos poucos se torna clichê, também passa a ser ultrapassada por conta do descaso dos líderes da sociedade capitalista e indo mais além, torna-se hipócrita.
A base para se formar um bom cidadão é por meio da educação, mas nos subúrbios esta não é de qualidade, não formam essas crianças e adolescentes para ser alguém na vida. Elas conseqüentemente com a vivência das ruas se tornam marginais, vivendo a margem da sociedade, sem projeto de vida, não podendo tornar a periferia um lugar melhor.
Uma sociedade é feita a partir do modo como seus cidadãos agem. No entanto, as ruas do subúrbio não ensinam os jovens a crescer, apenas a se marginalizarem mais, e assim a vida na periferia vai ficando mais difícil, não afetando apenas ela, mas toda a sociedade, já que ela é parte de um todo.
Alguém tratado desde a infância como um ser à margem da sociedade, por exemplo, é muito fácil de se voltar contra a realidade em que vive.  Jovem promissor do crime, muitas vezes por que já nasceu naquele meio, se vê como um cego em tiroteio: não tem para onde ir. Acaba assim trocando sua infância e adolescência por uma juventude marginal, que o leva aos caminhos mais tortuosos. As expectativas para um futuro livre e realizador de bons sonhos é afastada cada vez mais, até que o caminho passa a não ter volta, e o indivíduo passa a ser visto ou a se considerar um inimigo da sociedade.
A união das classes, com o aumentar da violência passa a ser utópica e seus integrantes a se tornarem cada vez mais individuais, sem olhar para o outro ou se colocar no lugar dele. Apenas sabe repreender quando nada tem a se fazer, de modo que a sociedade cria marginais, para depois prendê-los. Fato: o mundo marginal é, muitas vezes uma escolha do ser humano, porém será que se houvesse tido a oportunidade de se ver fora desse mundo a faria?
Alguns acham que pra se ter um futuro melhor, é preciso emprego. Para outros, educação. Mas no final de tudo é preciso oportunidade. A juventude de hoje encontra uma enorme facilidade, para o mundo do crime e das drogas por não terem a atenção das classes políticas, tal problema abrange essas pessoas de forma que o futuro do país acaba entrando em decadência, pois como será possível construir um bom futuro para o Brasil se este está sendo estragado hoje em dia?
Protestos, e manifestações por partes desses jovens sem expectativa de futuro, em busca de uma sociedade melhor, vem sendo reprimidos. Então, um país que reprime seus jovens de reclamarem das condições em que vivem tem vergonha do reflexo das suas próprias atitudes lá fora? Como ter vergonha das coisas que acontecem pelas suas próprias ações? É preciso mudar, e rápido!
  

domingo, 14 de agosto de 2011

Subúrbio: uma realidade apartada?


  “Subúrbio é lixo”. “Subúrbio é sujo”. “Subúrbio é escuridão”. Esses são alguns dos termos a que o subúrbio é assimilado, mas ninguém se questiona o porquê da existência suburbana ou até mesmo sua importância para o entendimento da sociedade.
  Subúrbio é uma palavra aportuguesada derivada do inglês suburb que significa sub-cidade. Veja bem. Sub-cidade. Ou seja, não é algo considerado presente dentro da cidade. É algo extra, fora dos muros invisíveis que uma certa sociedade metropolitana habita.
  Basta caminhar por diversas ruas da capital baiana que nota-se a abrangente barreira que separa as realidades dos moradores desta cidade. Tanto nos aspectos musicais, culturais, econômicos, educacionais, de segurança e saúde a periferia difere da alta classe, principalmente por falta de investimento da prefeitura, dificultando com que seus habitantes mudem essa história e se aproximem do restante da população.
  A periferia está amplamente distribuída em Salvador. Mesmo ocupando um espaço tão grande, essa porção da população ainda vive em outra realidade de onde é impossível sair repentinamente. O subúrbio de Salvador é como se fosse outro mundo fora da metrópole.
  A falta de infra-estrutura dessa sociedade e a demarcação territorial geram diversas conseqüências como a favelização do território, a habitação em áreas de risco, a desorganização da área, a revolta contra o Governo entre tantos outros problemas sociais. Isso deprecia muito a cidade, o estado e até mesmo o país.
  Devemos, pois lutar para a conquista de melhorias nas áreas do Subúrbio de Salvador, pois não possuem a atenção devida do Governo, fazendo com que vivam em péssimas condições de moradia, além da grande maioria de seus habitantes necessitarem de ajuda, ações socias, atenção para os seus problemas e melhorias no ramo da educação. A criação de projetos e ONGs são de extrema importância, por servir de base no momento de discutir seus direitos e planos de melhorias para a população em geral.
  O Subúrbio de Salvador merece atenção do Governo e de todos, além da cooperação de cada um para que se possa conquistar a melhoria de vida de seus habitantes, na área da moradia, educação, saneamento básico, pavimentação adequada entre muitas outras.  Lembrando que a mudança sempre vem de dentro para fora, mas muitas vezes é preciso de ajuda para se iniciar.
  Subúrbio. Uma realidade apartada e gritante, que necessita de cuidados, pois é de seu meio que nasce uma população carente de atenção e farta de abandono. Subúrbio é realidade, nua e crua. E sem lentes que a embelezem ou a escureça. Apenas é a realidade de algo evitado por todos, que não precisam vivê-la em seu seio, não sabendo que, de uma forma ou de outra acaba topando com ela em sua frente. E fechando os olhos.