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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Blog Summary

    The creation of this blog aimed to portray the reality of the suburbs, making us realize how important it is to be aware of the problems of others. Today, when thinking about the periphery comes to mind poverty, sadness, violence and the like, but we know there are people of character and decent people who fight all the problems that are bound to face.
   It is very common to hear about violence and drugs in our daily lives, we tend to generalize about it and we excluded people who live in the suburbs, it generates a lot of anger on their part and often causes young people to get involved in wrong things to get money and have a reasonable standard of living. Lack of opportunities is also a crucial factor in this, missing many investments by the government to try to alleviate this situation.
   The search for spirituality in these places is very large because it is a refuge to face these terrible problems. That is the reason why people cling both the churches and religions. Believing in them is a solution to their problems. What can not be considered in vain, because everyone has their spiritual need.
   Music, dance, theater, culture are also part of the periphery. These art forms most often serve as encouragement for children and young people and helps them to deviate from the world of crime and drugs. Leaving their minds and causing extensive struggle to achieve their goals.
   What is really needed is action by government, which has always ignored the problems faced by low-class people and never took action to change that. Also missing is the awareness and concern of people who have financial power. Only then can we alleviate this social inequality in our country.

sábado, 3 de setembro de 2011

A Evangelização dos excluídos e a Demonização das religiões africanas


   As condições de vida que são impostas a sociedade, é de um teor alarmante, pelo simples fato de que viver está difícil, e ter que dividir espaço com a violência, com o descaso na área da saúde e da educação é muito mais complicado, ainda mais se esta sociedade for marginalizada, e tenham que conviver com todos esses problemas, já que não existe nenhuma assistência por fins sociais, então talvez o único jeito de ascensão fosse através de Deus.
   Seria injusto dizer que nas favelas, existe uma “poluição religiosa”? Talvez não, porque justamente é isto que acontece, em cada beco, cada quebrada, sempre há um pastor, provido de uma das diversas religiões, tentando justificar as condições extremas que os marginais vivem, dizendo que Deus irá voltar, mas até lá muitas mães terão perdidos seus filhos pro mundo da violência. E se for dizer um lugar que mais ganha habitantes é este.
   Nenhum momento houve uma crítica dizendo que seguir uma religião seria uma perca de tempo, sendo que a partir do momento que se tem a fé, é certo que todos os caminhos se abrirão, mas também seria uma mentira acreditar que em todas as aquelas famílias que lotam as antigas garagens, e que hoje são templos, são as mais felizes do planeta, acreditar nisso era quase a mesma coisa que viver com vendas nos olhos, sendo impossibilitado de enxergar os índices de violência que a cada dia que passa, vem aumentando, achando que unicamente por frequentar essas instituições e ser um escolhido de Deus estão libertados das virtudes que o mundo pode oferecer. Acontece que nem todo mundo é um servo, e por conta disso é necessário que tenha uma grade e um cadeado para que a noite possa dormir, levando uma vida de prisioneiro, mas se Deus voltar de noite como vai ser? Seus fiéis nem vão ver, porque estarão trancados dentro das suas próprias cadeias, isolados da vida social com medo de tudo que possa acontecer, assim como aqueles que trazem insegurança a sociedade, e que dividem celas de delegacias com ratos.
    “Religião, Futebol e Política não se discute”, esse é um dos tipos de ditos bem conhecidos, quando existe uma diversidade de opiniões. No caso do futebol, os interesses aos times adversários são sempre os piores possíveis, fazendo criticas aos torcedores, jogadores e etc. Na política também não é tão diferente, quando um partido da oposição é eleito, ele se torna um alvo de culpas, até se o cano da pia estourar ele vai ser o responsável por isto, de uma forma ou de outra, este ato num se passa de um preconceito, pois existe a ideia de superioridade de seus interesses, subestimando assim a opinião dos outros. Assim como em todos os atalhos da vida, o preconceito também de se dá na religião. Sem tirar, nem pôr, de todas as vertentes religiosas, as religiões de matrizes-africanas, são as mais descriminadas pela sociedade, por um simples fato de essas terem uma imagem  dos rituais, mais comummente do candomblé, como uma simbolização do demônio, justamente porquê nesses acontecem uma sequência de atos exóticos e sobrenaturais como: sacrificarem animais, incorporarem entes perdidos, e o mais temidos de todos que é fazer macumba, na verdade macumba não se passa de uma denominação dada aos tambores  utilizados nos rituais, mas já para leigos, são trabalhos de força negativa, que possui um único objetivo o mal das pessoas. Essa visão que a sociedade possui dessa matriz já vem de séculos, essa foi criada por cristãos e protestantes, pelo fato deles veicularem essas matrizes afro-americanas ao demônio, justamente por não seguirem seus preceitos e terem uma visão de mundo, muito mais além do que ler uma bíblia, já que nesta matriz há o contato, enfim a invocação é um elo entre o mundo vivo e ao mundo do que já partiram.


domingo, 28 de agosto de 2011

A segregação e a segmentação espacial em nossa Salvador

  
  A cidade de Salvador é fruto dum processo histórico, e vem passando por transformações espaciais desde a chegada dos povos colonizadores. No início na colonização a Salvador era capital do Brasil e foi super valorizada e envolvida num processo de desenvolvimento demográfico, porém, com a passagem da capital para o Rio de Janeiro a Bahia de todos os santos entrou em declínio, e adquiriu vários problemas econômicos.
   No ano de 1950 a crise iniciou um processo de superação com a descoberta dos poços de petróleo encontrados no recôncavo, e a partir daí começou o desenvolvimento econômico, industrial e populacional garantindo a cidade uma popularidade e visão de futuro pessoal.
   A media que eram implantadas as indústrias, a migração da população interior vinha para desencadear o inchaço demográfico de Salvador. População pobre, sem capacidade de melhoria de vida devido aos baixos salários oferecido pelas indústrias, iam se acumulando nas áreas baixas de forma desorganizada, ao contrário das elites compostas pelos diretores, políticos e executivos, a alta sociedade, que moravam nas partes mais altas e com boa estrutura física.
   Daí foi se estabelecendo a divisão de bairros e regiões segregadas sociopoliticamente, onde das 88 áreas divididas pelo IBGE, apenas 7 são da população tipo superior, concentrada na  Orla Atlântica como os bairros da Pituba, Itaigara, Barra e Campo grande, o resto é preenchida pelas regiões populares e médias. Essa segmentação entre espaços devido ás classes socias gera uma desigualdade de atenção, onde os centros mais pobres ficam desamparados e o destino do apoio ao desenvolvimento dado pelos governos vão para locais mais desenvolvidos.
   As comunidades são compostas primordialmente por pessoas que frequentam o mesmo tipo de lugares, que tem familiares próximos, que trabalham num mesmo local, que levam o mesmo tipo de vida, podendo assim contarem um com o outro e permanecer sem que alí haja a discriminação, seja racial, como religiosa e ideal. Eles sabem que fora daquele meio seria difícil viver, e formam em cada conjunto habitacional uma nova cidade dentro da metrópole.
  Bairros e regiões de Salvador, lugares com diferenças sociais exacerbadas, meios que não se encontram, porém meios que se completam, montando a estrutura de desigualdade que é um problema não só da cidade de Salvador mas sim de todas as outras metrópoles brasileiras, e para elas deve-se chamar a atenção, para que o mundo melhor possa abranger toda a sociedade, e os canais de desenvolvimento possam ser mostrados aos quem mais o procuram. A segregação e a segmentação espacial em nossa Salvador, uma realidade.  
   

Juventude marginal e expectativas do futuro na periferia



   A juventude é um período da vida em que estamos aprendendo tudo o que é necessário para poder saber levar bem a vida num futuro próximo, porém muitos jovens não têm a mesma condição social ou até a mesma acessibilidade a alguns recursos para saber a diferença entre o certo e errado ou não tem o bom senso para entender isto, e também saber realmente se quer ter uma vida vitoriosa através de um bom emprego ou ganhar dinheiro fácil através do tráfico de drogas que está sendo uma saída muito usada pela maioria dos jovens no Brasil.
   A exclusão social também faz parte de contribuições para o problema da marginalização da juventude brasileira, e com base nisso algumas pessoas querem se virar contra a sociedade e descontar isso em todos, sendo que nem toda maioria tem algo com isso, porque algumas pessoas pobres se esforçam para conseguir ter um futuro bem estruturado.
    Essa marginalidade expressada pela juventude também pode ser uma forma de pedir ajuda, de pedir mais dignidade nas periferias, mais respeito, menos preconceito, menos desigualdade, mais educação, mais investimentos públicos. E como não vêem solução para os problemas na periferia eles acabam indo para o lado mais fácil, desistem de chamar atenção e vão para o mundo das drogas acabando muitas vezes morrendo cedo, trazendo tristezas para a família, roubando , matando, enfim fazendo tudo que é errado. Mas sem um ensino de qualidade nas escolas públicas fica mais difícil ainda esse jovem ter uma cabeça no lugar para pensar e agir de forma diferente e fazer como no passado que as reivindicações eram feitas de formas através de passeatas e manifestos muitas vezes pacíficos sem violência. Porque juventude é lutar por seus direitos e bater de frente contra esse sistema monótono que faz com que as pessoas sempre sigam apenas uma forma de viver dependendo de sua classe social, seu estilo, sua cor da pele e etc.
   Esses jovens marginalizados não têm a mesma expectativa de vida de uma pessoa nascida em um lugar de classe social favorável porque eles não têm o mesmo estimulo para os estudos, então no mundo das drogas a expectativa de um futuro bem sucedido é muito difícil, a morte esta sempre ali batendo a porta, porém tem uns que dão sorte e conseguem ser um grande traficante e acham que estão livres da morte, porém não é assim porque se não morre os policiais podem prender e aí eles vão perder uma grande parte de sua vida e muito depois de ficar na cadeia não tomam consciência de seus erros. Ou seja, o futuro é incerto para muitos na periferia, só que tem aquelas pessoas que sempre querem algo na vida e essas podem ser parte de uma pequena percentagem que conseguem sair da classe baixa e ingressar em alguma classe de boa estrutura familiar e financeira.
  Quem nunca ouviu falar que a juventude é o futuro do amanhã? No mundo milhares de pessoas afirmam isso, porém, poucas realmente entendem seu verdadeiro sentido. Todos nós sabemos que viver em uma sociedade como a de hoje se torna cada dia mais difícil para todos, especialmente para nós, jovens. Precisamos fazer varias escolhas, e muitas vezes acertar em tudo porque em um deslize você pode perder a oportunidade de ter um futuro brilhante. Não é porque a pessoa nasce na periferia que ela tem que continuar sendo pobre ou entrar no mundo das drogas, ela tem é que conseguir driblar todos os problemas e mudar sua vida para melhor.
   A marginalidade juvenil esta crescendo, mais tem muitas formas de se mudar isso e acabar com esse problema tão visível no dia a dia que esta cada vez mais aumentando e atingindo vários pontos no mundo, não podemos deixar isso continuar assim. Nós os jovens devemos de alguma maneira lutar contra e mostra pra todos que tudo pode ser melhorado se tivermos perseverança.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Subúrbio de Salvador: uma realidade apartada?


Como toda cidade brasileira que se preze esta cheia de altos e baixos, com seus bairros de primeira classe de um lado e suas aglomerações de casinhas populares de outro, Salvador não é diferente e nem fica para trás de nenhuma capital, ainda mais se o quesito for pobreza. Basta entrar na cidade por uma das principais BR para perceber que a desigualdade baiana é um fato do qual ninguém nem se preocupa em maquiar.
Há pessoas morando na beira de estradas literalmente, há pessoas morando em barracos e há também pessoas que não estão morando, apenas vivendo! Será que eles são invisíveis? Ou talvez não merecessem condições melhores? É dai que entra a solidariedade de quem teve uma sorte maior na vida de quem teve mais oportunidade para errar e poderem corrigir, todos devem ter a chance de estudar, de morar, de ter o que comer
Não existe ninguém em Salvador que não saiba sobre os subúrbios e o que esta acontecendo dentro desses subúrbios. Nós sabemos que as pessoas que vivem nos subúrbios vivem em condições precárias, como a falta postos de saúde, não possui saneamento básico, sofrem com a violência e perdem as crianças para o mundo do trafico de drogas.
Hoje em dia a realidade desses subúrbios de Salvador está mudando aos pouco, as pessoas com muita condição financeira estão se preocupando, estão querendo saber o que esta acontecendo lá dentro, os jornais estão sempre frisando sobre o que esta acontecendo e pedindo para o governo que tenham mais atenção, que se preocupem mais com os subúrbios.
Os subúrbios de Salvador é uma realidade que é impossível de esquecer ou até mesmo deixar de lado. As pessoas que vivem no subúrbio são símbolo da resistência e da luta por um lugar melhor.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

O som da periferia



Banda O Terreiro - CDP




A banda O Terreiro é da CDP (Cidade de Plástico), que fica no Subúrbio Ferroviário de Salvador (Periperi). Traz de volta a música baiana do fim dos anos 70 com o ritmo "swingado" e letras de cunho social. Com forte influência do ijexá, funk, hip hop, samba, ritmos do candomblé e a percussão de rua de Salvador. É composta por quatro jovens: Alisson Lima, Jorge Begó, Valzinho e Boca, que conseguem superar as inúmeras dificuldades através da música e transmitem um pouco de alegria para os moradores da sua comunidade através da mesma, o que é muito importante, já que vivem em condições desumanas e essa é a única forma de alegrá-los. São exemplos de jovens, mostrando que na periferia existem muitas pessoas de bem e que com esforço é possível alcançar objetivos. Usam instrumentos improvisados, não possuem um estúdio adequado, mas mesmo assim continuam lutando para vencer os obstáculos que a vida lhes impõe. As letras das músicas retratam a dura realidade em que vivem, como é mostrado no vídeo acima. Essa música relata como é a CDP (Cidade de Plástico) e as pessoas que nela vivem. São crianças passando fome, crescendo revoltadas, mulheres sofrendo com seus maridos. E nós que estamos do outro lado não queremos nos preocupar com a realidade do outro. Mas não é isso que devemos fazer, e sim pensar que o outro precisa da nossa ajuda, não devemos achar que não é um problema nosso e simplesmente ignorar ou fingir que não existem. Todos esses problemas sociais estão debaixo dos nossos olhos, precisamos fazer a diferença em meio a uma sociedade tão egoísta. 



“Tentamos a todo custo sobreviver em meio a uma cidade insegura, sem educação, sem saúde, sem oportunidades. Utilizando elementos regionais de origem popular, somando costumes e tradições em nossas canções, sintonizando a percussão de rua da Bahia com ijexá e afoxé, funk, hap, reggae e rock com a cultura africana, fazemos o que chamamos de "Moqueca Musical" com o tempero da terra.” 

O Terreiro.

sábado, 13 de agosto de 2011

O surto industrial na Bahia e a favelização da cidade de Salvador


     O processo de favelização em Salvador se deu principalmente pelo aumento excessivo da população decorrente do surto industrial na Bahia.  Muitas pessoas vieram e ainda vem para a capital em busca de melhores condições de vida, e o principal responsável por isso é o sistema capitalista.
     Assim como nas outras metrópoles que estão na fase de desenvolvimento a Salvador está crescendo por meio da industrialização, que é a forma mais fácil e eficaz de ascensão pelo fato do alto índice de empregabilidade, fazendo com que haja a qualificação dos empregados, e é justamente por conta disso que faz com que a utopia seja criada.
   Cada vez mais empresas são abertas aqui, e consequentemente a população de outras cidades, em sua maioria do interior, tem a esperança de conseguir um emprego, e se deslocam para a capital atrás da melhoria de vida.  Como eles não sabem da realidade aqui presente, a imagem que se é passada completamente diferente da que existe, ocasiona  uma migração exagerada baseada em falsos fatos.
     A cidade acaba sofrendo um inchaço muito grande, daí surgem mais e mais favelas, que é a ocupação desordenada de morros e áreas inutilizadas da cidade onde casas são construídas em locais de riscos e todas amontoadas, porque essas pessoas não têm condições de morar em bairros nobres, nem médios e ainda, nem em um bairro mais simples. Para agravar essa situação, os moradores desses locais não têm ajuda do poder público, que os trata com descaso e não fazem nada para amenizá-la.
    E é a partir daí que se criam novas questões: Onde essas pessoas vão trabalhar? Vão viver? Enfim, levar uma vida digna? Porém essas perguntas não possuem respostas, nem a curto nem a longo prazo. E o único jeito é viver a partir de incertezas, trabalhando fazendo bicos e tendo que viver em locais desumanos, em constante contato com doenças, falta de saneamento, além da falta de segurança, que é dada tanto pela violência quanto pelos fatores geográficos, entre outros perigos que eventualmente possam acontecer.
   E tudo isso é a realidade da “Periferia”. É nela que estão localizadas as Favelas, as pessoas que não obtiveram sucesso na vida, os migrantes mal sucedidos, os supostos funcionários de tantas indústrias que poderiam lhes dar a ascensão tão desejada por todos.